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terça-feira, 27 de março de 2012

BURSITE


Podemos definir a bursite como uma inflamação da bursa, ou seja, uma pequena bolsa contendo líquido que envolve as articulações e funciona como um entre os ossos, tendões e tecidos musculares.

Os locais mais afetados desta inflamação são: ombros, cotovelos, quadris e joelhos. Ela ocorre mais no ombro devido à grande quantidade de  que na região existem.

Alguns dos sintomas da bursite:
. Dor
. Edema
. Inflamação
. Restrição de movimentos

As causas mais comuns:
. Traumatismos
. Infecções
. Lesões por esforço
. Uso excessivo das articulações
. Movimentos repetitivos
. Artrite (inflamação das articulações)
. Gota (depósito de cristais de ácido úrico na articulação)

Dicas:
1. O descanso pode ser um fator a melhorar a bursite, evite movimentos bruscos e cargas pesadas.
2. Utilize sapatos confortáveis, de preferência tênis com amortecimento.
3. Procure sempre orientação médica e nunca tome medicação por conta própria!!!
4. Faça a utilização de gelo, para diminuir o inchaço da inflamação.
5. Use acessórios para alcançar algo a distância, como escada, bancos ou outros.
6. Realize exercícios, com orientação médica e de um profissional de Educação Física. Jamais os realize sem supervisão de um profissional.
7. Não ignore dor no ombro e jamais rotule a dor no ombro como bursite, especialmente se a dor não melhorar após alguns dias de descanso. Existem muitas doenças para as quais uma dor no ombro é um sintoma, mas nenhuma cuja dor e inchaço devem ser ignorados.
É preciso que esta dor seja examinada por um especialista, de preferência por um médico se a dor no ombro estiver interferindo em suas atividades diárias ou no sono.

Veja abaixo uma relação de perguntas e respostas mais comuns relacionadas ao tema.

O que é bursite?
Qualquer processo inflamatório das bursas é chamado de bursite.As bursas (bolsas) são estruturas que se localizam junto a proeminências ósseas e têm como função evitar o atrito entre essas proeminências ósseas e outras estruturas como tendões, músculos e mesmo com a derme (pele).

Em que partes do corpo ela pode se manifestar?
Os locais mais comuns de manifestação clínica são o ombro, quadril, cotovelo e joelho.

Quais são as causas?
No ombro esforços repetitivos de levantamento dos braços acima dos ombros fazem com que a bursa sofra um pinçamento entre a cabeça do úmero e a escápula (síndrome do impacto). Esses microtraumas repetitivos causam inflamação da bursa (bursite), provocando de dor a mobilização do ombro.No quadril a causa principal é dormir de lado sobre colchões extremamente duros.No cotovelo e no joelho a principal causa é o trauma direto.

Quais são os sintomas?
As bursites do ombro e do quadril têm como principal sintoma a dor.Nas bursites do joelho e do cotovelo o principal sintoma é o aumento de volume local.

Quem é mais acometido?
Existe um ligeiro predomínio do  feminino nos pacientes com queixas de bursite.

Como se faz o diagnóstico?
A suspeita diagnóstica é feita pela história clínica e pelo exame físico. Exames subsidiários como ultra- e ressonância magnética podem confirmar o diagnóstico.

Como se trata?
O tratamento é eminentemente clínico, por meio de orientação para evitar posturas, movimentos ou exercícios que provoquem a bursite. Associa-se fisioterapia com exercícios de reequilíbrio muscular (fortalecimento e alongamentos) e o uso de diatermia (calor profundo).  antiinflamatórios e analgésicos ajudam a aliviar os sintomas.

Quando se indica o tratamento cirúrgico?
Nos raros casos em que não se obtém sucesso com o tratamento conservador e os sintomas permanecem, está indicado o tratamento cirúrgico.

Acupuntura ajuda no tratamento?
A Acupuntura é um tratamento alternativo que utilizado em conjunto com os tratamentos convencionais pode ser um grande aliado no combate à bursite, pois melhora rapidamente os sintomas, sobretudo a dor, sem agravar o quadro como pode acontecer com as infiltrações.

Existem remédios naturais que combatem a bursite?
A muitos anos que os chás são usados, mas agora que estamos dando mais valor aos efeitos positivos. A quem diga que o chá de unha-de- ajuda a combater a bursite.

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OSTEOARTRITE


OSTEOARTRITE , o que é?




Popularmente conhecida como artrose, a osteoartrite é uma doença das articulações caracterizada por degeneração das cartilagens, acompanhada de alterações das estruturas ósseas vizinhas.
É a mais comum das doenças reumáticas: 80% a 90% das pessoas acima de 40 anos já mostram sinais de osteoartrite ao raio X. Mulheres e homens são acometidos na mesma proporção.
Se as cartilagens articulares não existissem um osso se chocaria contra outro. Ao impacto, as cartilagens são comprimidas e expulsam água de seu interior, que é reabsorvida quando as forças compressivas relaxam. A osteoartrite resulta do aumento de conteúdo líquido no interior do tecido cartilaginoso.


O principal sintoma é a dor articular de instalação insidiosa, que aumenta de intensidade com o passar dos anos. Fases mais sintomáticas costumam ser seguidas por outras com regressão do quadro.
No início, a dor surge com o movimento e desaparece com o repouso. Com o tempo, pode ocorrer enrijecimento e diminuição da mobilidade articular. O enrijecimento tende a desaparecer segundos ou minutos depois da movimentação, diferença importante com os casos de artrite reumatoide em que chega a persistir por horas.
As articulações mais acometidas são:
1) Mãos: afeta principalmente as juntas entre a segunda e a terceira falange, provocando abaulamentos (nódulos de Heberden). Mais raramente esses nódulos surgem na articulação da primeira com a segunda falange (nódulos de Bouchard). Vermelhidão local, dor e inchaço instalam-se ocasionalmente;

a) Joelhos: pode haver derrame articular, dor e alargamento das estruturas ósseas vizinhas, com ou sem crepitação (como se houvesse areia na junta). Nas fases mais avançadas as deformidades desalinham os ossos;
b) Coxofemurais: a dor é sentida na virilha ou na região lateral da junta, com eventual irrradiação para as nádegas ou para os joelhos. Como defesa, os pacientes rodam a coxa para fora e dobram a perna, dando a impressão de que o membro encurtou;
c) Coluna: quando o comprometimento do disco entre as vértebras e as alterações ósseas vizinhas comprimem as raízes nervosas que emergem da coluna, surgem dor, espasmos, atrofias musculares e limitação de movimentos. Os locais mais acometidos são a coluna cervical baixa e as últimas vértebras lombares. A radiografia pode mostrar osteófitos (bicos de papagaio), cuja presença não guarda relação direta com a dor.


Não existe tratamento que retarde a evolução ou reverta o processo patológico que conduz à osteoartrite.
As seguintes medidas gerais são úteis em todos os casos:
Repousar depois de atividade que solicite a articulação comprometida.
Adotar postura cuidadosa ao sentar, levantar objetos e andar, para evitar posições forçadas que sobrecarreguem a articulação.
Evitar pesos e atividades causadoras de impactos repetitivos.
Usar calçados confortáveis que ofereçam boa base de apoio; não calçar sapatos com os calcanhares desgastados.
Praticar exercícios isométricos que fortaleçam a musculatura para conferir estabilidade à articulação.
Evitar a obesidade.
Nos casos mais avançados, o uso de bengalas, andadores, corrimãos e alças de apoio no banheiro é fundamental.
Os medicamentos mais empregados para aliviar os sintomas são:
1) Ácido acetilsalecílico e analgésicos comuns como acetaminofeno ou dipirona, mas sua ação é pouco duradoura. O ácido acetilsalecílico pode alterar a coagulação e causar sangramentos.
2) Corticosteróides não são usados de rotina. Em casos excepcionais, a injeção intra-articular alivia dores rebeldes, mas a repetição é capaz de lesar ainda mais os tecidos.
3) Embora seja considerada enfermidade não-inflamatória, as alterações das cartilagens costumam atrair infiltrado inflamatório para o local. Esse componente pode ser reduzido com os chamados anti-inflamatórios não-esteróides.
Em casos bem selecionados a cirurgia pode trazer benefícios.
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TENOSSINOVITE


Tenossinovite

É uma inflamação dos tecidos sinoviais * que recobrem ostendões* em sua passagem pelos túneis fibrosos dos ossos.

(* Tecidos Sinovial: membrana que recobre e lubrifica as articulações e tendões, Tendões: cordões fibrosos que inserem os musculos nos ossos)

  • Tenossinovite De Quervain: Devido ao espessamento do ligamento anular do carpo, na parte em que passam os tendões que felxionam e esticam o polegar. Ocorre um processo inflamatório no local, que atinge os tecidos sinoviais e tecidos próprios dos tendões desde a base do osso rádio do antebraço até o polegar, paralisando seu funcionamento bem como o do punho.
  • Tenossinovite dos Extendores dos Dedos: Inflamação aguda ou crônica nos tendões extensores (que esticam) os dedos e nas bainhas que os recobrem, caudando dor local.

Tenossinovite De Quervain (A) e Tenossinovite dos Extendores dos Dedos (B)

1- ligamento anular do carpo   2- bainhas que recobrem os tendões

3- tendão do músculo abdutor do polegar   4- Tendão do músculo extensor do polegar

5- tendões dos músculos extendores dos dedos

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SINOVITE

Sinovite

A Membrana sinovial é uma fina camada de tecido conjuntivo que tem por função básica o revestimento de estruturas como tendões, cápsulas articulares e bursas sinoviais. É ela composta de células (células sinoviais) cuja função é a produção dolíquido sinovial, um gel viscoso que tem por função primária a lubrificação das estruturas as quais recobre.

Uma articulação, um tendão, uma bursa sinovial quando submetidas a um macro traumatismo ou a micro traumatismos de repetição ou ainda, a estímulos de ordem infecciosa, metabólica ou humoral, tendem a aumentar a produção do líquido sinovial na tentativa de diminuir o Stress a que está sendo submetido, facilitando os movimentos de deslizamento de uma superfície sobre a outra em um sistema que, por analogia, poderíamos chamar de espada/bainha.

O líquido sinovial produzido pelas células da membrana sinovial é um líquido transparente e viscoso, formado por um ultrafiltrado do plasma. As células sinoviaissecretam também mucopolissacarídeos e pequena quantidade de proteínas de alto Peso Molecular (tais como fibrinogênio e globulinas), as quais se somam a esse ultrafiltrado.

Excetuando-se algumas proteínas de alto peso molecular, a composição do líquido sinovial, do ponto de vista bioquímico, é a mesma do plasma sendo que, através damembrana sinovial é feito este ultrafiltrado.

Quando falamos em inflamação, devemos ter em mente que é ela um fenômeno biológico que consiste em uma reação fisiológica frente a uma agressão. A inflamação é também um fenômeno imunológico, sendo que as células envolvidas neste processo poderão ser diferentes, dependendo do local onde ocorrer a lesão.

Uma inflamação normalmente cessa uma vez retirado o estímulo nocivo que deu início ao processo, sendo que a reparação do tecido agredido ocorrerá em maior ou menor magnitude, dependendo do dano causado pelo fator agressor.

O sufixo utilizado para designar um processo inflamatório é o sufixo "ITE". Desta feita, os processos inflamatórios são descritos de acordo com a estrutura agredida: no caso dos tendões, são descritos como tendinites; no caso da cápsula articular, como capsulite; no caso das bolsas sinoviais, como bursites; no caso daarticulação, como artrite; no caso da membrana óssea que recobre os ossos (periósteo), como periostite, sendo que a localização anatômica da estrutura envolvida complementa a denominação.

Assim sendo, temos como exemplo - Tendinite de cotovelo, Bursite de ombro,Tendinite do supra espinhoso, Capsulite de ombro, Tendinite de Aquiles,Periostite de Tíbia etc.

O termo “Sinovite” é usado para descrever o processo inflamatório da membrana Sinovial, independentemente da causa que o gerou, assim como a expressão “Tenossinovite” refere-se ao processo inflamatório da membrana sinovial que recobre o tendão.

Só a partir da exclusão de doenças sistêmicas, alterações hormonais, distúrbios metabólicos, macro e micro traumas realizados em atividades extras laborais, poderemos firmar o diagnóstico de uma “sinovite de origem profissional” o que, neste caso, poderia ser enquadrado como uma DORT.

Não há o diagnóstico honesto de DORT sem uma visita ao posto de trabalho e a constatação de condições nocivas geradoras do processo.

Cabe ao médico que atestar ser o autor portador de uma DORT, vistoriar o posto de trabalho em que o trabalhador desempenha suas atividades e constatar, in loco, se existe a relação direta de causa e efeito entre a alteração clínica e o trabalho que é executado.

Sinovites diagnosticadas em consultórios são apenas processos inflamatórios damembrana sinovial.

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CAPSULITE


Capsulite  Adesiva

 A Capsulite Adesiva do Ombro ou (“ombro Congelado”), ocorre na cápsula articular da glenoide, de forma espessa, inelástica e friável, ocasionando a perda dos movimentos ativos e passivos na articulação glenoumeral (PRENTICE 2002; LECH; SUDBRACK; VALENZUELA , 1993).

A causa da Capsulite Adesiva do ombro é desconhecida. Mas em geral, qualquer processo que leve a restrição gradual da amplitude de movimento do ombro, poderá causar contraturas dos tecidos moles e uma rigidez dolorosa. Entre as causas mais comuns podemos citar as afecções degenerativas da coluna cervical ou radiculopatia, síndrome do impingimento subacromial, artrite acromioclavicular, bursite pós-traumática e sinuvite inflamatória do ombro.

O quadro clínico caracteriza-se por dor mal localizada no ombro tendo início espontâneo, geralmente sem qualquer história de trauma.
Segundo Neviaser (1987), existem quatro estágios de evolução da Capsulite Adesiva do ombro, sendo: 



* 1º Estágio de Pré-Adesão: caracterizado por mínima ou nenhuma perda de movimento articular. Há uma reação inflamatória sinovial que só pode ser detectada por visualização artroscópica.

* 2º Estágio de Sinovite Adesiva Aguda: caracterizado por sinovite proliferativa e formação de aderências.

* 3º Estágio de Maturação: caracterizada por redução de sinovite com perda da prega axilar.

* 4º Estágio Crônico: as aderências estão totalmente estabelecidas e são marcadamente restritivas.

O objetivo da fisioterapia é da quiropraxia é de eliminar o desconforto e restaurar a mobilidade e a função do ombro. As modalidades de tratamento na capsulite adesiva, podem ser utilizados recursos eletrotermofototerapicos, ajustes articures e cinesioterapia para restabelecer amplitude de movimento e a função do ombro. 


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TENDINITE


TENDINITE


"O que é tendinite? - Tendinite é o nome comumente utilizado para a inflamação do tendão e de sua bainha. Os sinais e sintomas são os mesmos vistos nos processos inflamatórios (dor, calor, vermelhidão e inchaço), podendo evoluir para microlesões, macrolesões e ruptura completa do tendão.
O tendão é uma estrutura branca, brilhante, de grande resistência a cargas e que liga o músculo ao osso. Ele transmite a energia e força gerada no músculo até o osso. O conjunto músculo-tendão-osso mais a energia gerada no músculo é que nos faz movimentar as articulações e portanto nos locomovermos.

Como acontece? - A inflamação pode ocorrer por excesso de força, por movimentos reptitivos, por posições viciosas ou por variações anatômicas do tendão (irrigação, inserção, tendão extranumerário, etc.).

Com em tudo na vida, quando geramos energia liberamos calor. Nos exercícios contraímos e alongamos os músculos gerando energia. Quando nos excedemos nos exercícios a liberação de calor pode atingir temperaturas de até 45 graus dentro do tendão, levando a morte e degeneração das células causando um processo inflamatório e portanto uma tendinite. Isto levará a um enfraquecimento gradativo no interior do tendão podendo culminar com sua ruptura completa. Nos estágios iniciais teremos os sintomas do processo inflamatório que nos incomodarão e nos farão diminuir ou interromper as atividades físicas. As tendinites mais comuns no nosso meio são a do manguito rotador (ombro), e epicondilite (cotovelo), a tendinite dos extensores do punho, a tendinite patelar (joelho) e a tendinite do Aquiles (tornozelo).

Como tratar? - O tratamento geralmente consiste na diminuição ou retirada da atividade física do local afetado, uso de antiinflamatórios (conforme indicação médica), imobilização e em alguns casos a reparação cirúrgica.

No geral os tendões sadios rompem na extremidade presa ao osso. Isso ocorre devido à carga maior do que o conjunto tendão-osso pode suportar. Já o tendão com processo inflamatório, na maioria das vezes crônico, rompe-se no meio e não são necessários grandes esforços para isso ocorrer bastando a subida um pouco mais íngreme de uma ladeira ou um arranque para corrida.

DICAS - Uma tendinite que perdure por mais de 30 dias, deverá ser investigada com mais rigor, pois o tendão poderá já estar apresentando ruptura de suas fibras e necessitará de um tratamento diferente do dispensado às tendinites."


Como evitar a tendinite no pulso Como prevenir a tendinite

A tendinite é causada, muitas vezes, per gestos repetitivos que praticamos diariamente. A inflamação nos tendões pode atingir homens e mulheres de qualquer idade.
Atividades simples como digitação, trocar a marcha e até mesmo levar os tralheres a boca, podem ser impossíveis para quem desenvolve a doença.

A doença se agrava conforme a demora da procura de um médico , a dor pode ser pequena, porém é necessário ter certos cuidados para que ela não fique insuportável.
O estresse, pressões psicológicas e má postura, são aliados responsáveis pelo surgimento do problema.

Para a prevenção, procure manter uma postura  correta, sente-se de forma confortável, mas de coluna reta, com braços e mãos em boa altura. Preste atenção na flexão feitas pelos pulsos, o ideal é que eles estejam na horizontal.

Gestos delicados e precisos podem fazer com que a musculatura relaxe e elimine a tensão acumulada. Todos os dias, procure uma folga do trabalho para relaxar os braços e pulsos. A cada 15 minutos faça movimentos circulares com os pulsos durante dois minutos.

Compre uma bolinha macia, dessas que se usa na fisioterapia, e fique apertando. Esses movimentos alongam os tendões e ajudam a evitar a inflamação e tensão.

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INFLAMAÇÕES MUSCULOESQUELÉTICAS

As Inflamações Musculoesqueléticas


Capsulite

A cápsula é uma membrana de tecido conjuntivo que circunda as articulações do tipo sinoviais.  Possui duas camadas, uma fibrosa na parte externa que é bastante resistente e outra interna bem vascularizada e inervada, que produz o líquido sinovial, chamada membrana sinovial.

A Capsulite significa uma inflamação nesse tecido. A causa normalmente é a fraqueza muscular que resulta na perda de movimento de uma articulação. Quando uma articulação do corpo não se movimenta dentro da amplitude normal durante um período apreciável, esse tecido conjuntivo torna-se menos elástico e maleável, ou seja, rígido restringindo o movimento (muito comum no ombro).  Ao movimentar a articulação forçadamente o paciente apresentará uma dor aguda imediata e o corpo produzirá uma resposta de inflamação, normalmente acompanhada de edema.

Sinovite

A Membrana Sinovial é uma fina camada de tecido conjuntivo que tem função de revestimento das estruturas como tendões, cápsulas articulares e bursas sinoviais.

 Sinovite é uma inflamação do tecido que reveste a parte interna das articulações, chamado tecido sinovial. Quando a articulação, o tendão ou a bursa sinovial sofrem algum trauma ou micro traumatismos de repetição, ou até mesmo, estímulos infecciosos, metabólicos ou humorais, a tendência é aumentar a produção de líquido sinovial na tentativa de diminuir o estresse para facilitar o movimento. Essa produção excessiva do lubrificante leva a um estado de inflamação do tecido sinovial, que vai gerar uma inflamação na articulação provocando dor ao movimentá-la e edema no local. É muito comum apresentar o cisto sinovial na região onde há excesso de produção do líquido.

Tendinite e Tenossinovite (Tendinopatia)

Os tendões são estruturas resistentes de tecido conjuntivo fibroso que  conectam os músculos  aos ossos. É responsável por mover as articulações do corpo quando ocorre a transmissão de força da contração muscular. São constituídos por uma bainha de tecido sinovial, cuja composição é similar à que reveste o interior das cápsulas das articulações, de modo a evitar ou atenuar os atritos com outras estruturas que atravessam ou com as quais estão em contato.

 A inflamação de um tendão é um problema comum, muitas vezes associado à inflamação da sua bainha, daí o termo Tenossinovite. As causas podem ser micro traumatismos repetidos (DORT) ou por movimentos bruscos e um pouco forçados de uma determinada parte do corpo. Problemas metabólicos deixam o tendão frágil, mais propenso a inflamação. Ainda pode ocorrer a entesite que é um processo inflamatório da entese (zona de inserção de um músculo).

Fig1:Tendinite; Fig2: Entesite

Osteoartrite

A osteoartrite ou artrose é uma doença crônica das articulações e eventualmente dos elementos periarticulares, caracterizada pela degeneração da cartilagem e do osso subcondral, que pode causar dor articular e rigidez e redução da funcionalidade articular. As causas podem ser obesidade, esforços físicos repetitivos, consequência de traumas, doenças reumatológicas inflamatórias, necrose óssea, injeções intra-articulares repetidas de cortisona, doenças congênitas do esqueleto, doenças metabólicas e endócrinas, e de enfermidades em que haja comprometimento dos nervos periféricos, por exemplo.

Bursite

 A Bursite é a inflamação da bursa, pequena bolsa contendo líquido que envolve as articulações e funciona como amortecedor entre ossos, tendões e tecidos musculares. A bursite ocorre principalmente nos ombros, cotovelos e joelhos. Os sintomas mais comuns da bursite são dor, edema, inflamação e restrição de movimento. As causas da bursite variam em traumatismos, infecções, lesões por esforço, uso excessivo das articulações, movimentos repetitivo e a artrite.

Fascite

A fáscia é uma membrana de tecido conjuntivo fibroso de proteção, em circunstâncias normais ela deve ser flexível e deslizante. No entanto através de traumatismos, processos inflamatórios, más posturas, cirurgias, stress, etc., criam-se restrições e aderências  entre esta e os tecidos vizinhos o que faz com que ela se torne mais sólida e dessa forma encurte as fibras fasciais, o que cria pressão em áreas sensíveis, provocando dor e restrições de movimento.

A Fascíte é uma síndrome degenerativa da fáscia ou aponeurose mais comum na região plantar, decorrente de microtraumatismos de repetição na inserção. Essas forças compressivas na origem da fáscia (calcâneo) fazem com que aconteçam microrupturas causando inflamação, que é acelerada pela falta de flexibilidade no tendão do calcâneo, excesso de treino, fadiga, etc…

 

As inflamações agudas músculo-esqueléticas são caracterizadas por dor, calor, rubor e restrição de movimentos. Geralmente são causadas por estímulo mecânico ou metabólico, ou ainda, não apresentar causa definida (insidiosa). Em casos mais graves pode-se optar por cirurgias, porém o mais recomendado é o tratamento conservador através de medicação e fisioterapia.

Ao menor sinal de dor com ou sem causa aparente procure um especialista, não deixe ficar crônico, pois o tratamento pode ser mais demorado e mais caro.

Postado por etcor às 12:54 Nenhum comentário:
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